quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Lola e o botão de ouro






Lola é uma moça muito sozinha. Sem amigos, sem lugares pra ir, sem namorado. Ela tem uma beleza extraordinária, mas ainda sim continua apagada. Seus colegas da escola a chamam de esquisita por causa de alguns hábitos e escolhas que a mesma prefere fazer. Coisas especiais das quais ninguém seria capaz de fazer.
As quartas, ela ia até um parque apenas para poder conversar com as árvores, flores e até mesmo os matinhos que eram denominados de pragas. Ela procurava em todos os cantinhos do tal parque em busca de coisas esquecidas e abandonas para que ela pudesse imaginar a história de como cada objeto foi parar ali.
Nessa quarta foi diferente, ela finalmente, depois de muitas quartas sem encontrar nada, achou um botão de ouro que aparentava ser de uma peça bem antiga. Logo imaginou que a peça seria de um belo cavalheiro que lutara em alguma guerra para salvar as terras do pai de uma bela moça da qual ele estava apaixonado. A ideia de Lola era genial, pois ela imaginou que ele estava lá para puxar um saco do tal dono das terras para que pudesse pedir a mão da moça.


Em casa, Lola continuava a pensar nesse tal romance e se ele havia terminado com um felizes para sempre. Ficou imaginando isso o dia inteirinho. No jantar, sua mãe ficou impressionada o quão a mocinha olhava para o tal botão de ouro e a perguntou de onde ela tinha tirado aquele objeto, ela disse que o encontrara no parque, após a saída da escola. Sua mãe muito sábia, logo disse que ela deveria ver se alguém estava a procura do botão, pois logo assim ela concluiria se a história tivera um final da qual Lola esperava. Ela achou genial, jantou e foi dormir para que o outro dia chegasse logo para que ela logo descobrisse o que houve com aquele romance tão feroz e valioso.


Era quinta-feira, Lola sentiu que encontraria o dono do botão. O dia estava frio demais, então Lola colocou sua galocha verde-água e foi para a escola. Assim que a aula acabou, ela foi ao parque, sentou-se debaixo de uma árvore e esperou... esperou... esperou... nada, nada do dono do botão. Começou a chover forte e ela decidiu ir para casa.
Choveu durante dias, Lola não pode ver quem era o dono do botão, pois sabia que ninguém iria ao parque na chuva. Mas mesmo assim, ela resolveu ir ao parque naquela terça-feira chuvosa. Foi como o esperado, chuva, chuva e mais chuva. Achou melhor ir embora antes que pegasse uma gripe. Justo quando ela estava indo embora, apareceu um casa de idosos que deviam ter uns 50 anos de idade. Eles chegaram lá e começaram a dançar na chuva como se não houvesse amanhã, pareciam unha e carne que estavam juntos há anos. Lola, achou aquela cena muito bonita, e como ela era só mais uma romancista, parou para observar e notou que o casaco do tal senhor, faltava um botão. Olhou com mais atenção e notou que todos os botões eram idênticos ao que ela encontrou. Ela até pensou em ir devolver o botão, mas achou que deveria guardar aquele pedaço de história com ela.
A noite, já em casa, Lola foi se deitar sorrindo, pois sabia que a história teve um final feliz. Que o moço casou-se com a filha do dono das tais terras valiosas e que teriam ficado juntos até os tempos de hoje. Ela também descobriu, que vale a pena ser diferente, pois as pessoas procuram coisas nos lugares óbvios e deixam de ver os mínimos e belos detalhes.


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